Endereço permanente

Depois de ficar pulando de um galho a outro, eu finalmente consegui ficar em um lugar só. A primeira publicação é a que eu geralmente dedico a elogios à minha plataforma de publicação atual, aliados a uma reflexão sobre o que me faz continuar blogando num mundo tão dedicado às formas curtas.

Então, por que o Ghost?

Eu fui apresentado ao Ghost quando comprei meu primeiro domínio, lá em 2014, se não me engano. Na época ainda em formação, era uma plataforma de blogagem open source, leve e bonita e que, acima de tudo, não era o Wordpress. Eu gostei dela, e comecei a usar. Algum tempo depois, migrei para o servidor dos desenvolvedores no Ghost.org, quando ainda tinha um preço acessível. Lembro pouco desta época, mas lembro que gostei muito da experiência de blogar no Ghost. Eventualmente, no entanto, eu me retraí e voltei para o Dreamwidth, que é uma plataforma mais particular. Também deixei meu domínio expirar.

Alguns anos depois, quando decidi voltar a blogar publicamente, eu me vi entre três opções: o Svbtle, o Ghost e o Wordpress. O Wordpress é a escolha mais óbvia para muita gente, porém não para mim, que nunca me habituei a ele. O Svbtle era o que eu queria, mas lá eu não podia colocar páginas estáticas. Resolvi pelo Ghost, implementando-o num servidor privado. A instalação foi fácil, não tive muitas dores de cabeça. Então, recentemente, eu migrei para meu provedor atual, num novo servidor, fazendo outra instalação do Ghost para começar do zero.

O Ghost tem muito mais características além de "não ser o Wordpress". Ele é voltado para "blogueiros profissionais", tem uma documentação vasta e intuitiva, e é bem fácil de se personalizar. Os temas são feitos em uma linguagem simples, que os torna fáceis de serem traduzidos.

O único problema do Ghost é que, para quem não sabe usar a linha de comando, ele custa algo em torno de 39 dólares por mês. É um preço salgado. Por sorte, o site de documentação ensina passo-a-passo como instalá-lo num servidor.

E por que blogar?

Mesmo que de certa forma eu só esteja escrevendo para quem já me conhece, eu prefiro o blog ao Twitter e ao Facebook não só porque ele é uma tradição minha de muito tempo – mais da metade da minha vida – mas porque eu posso escrever sem me incomodar com a quantidade de caracteres. Eu não preciso resumir minhas ideias e assim correr o risco de ser mal-interpretado.  Eu posso explicar detalhadamente o que quero expressar, além de poder juntar tudo o que é pertinente para minha vida como autor numa página só.

Sei que pouquíssimas pessoas têm paciência para blogs hoje em dia, e isso é uma pena, mas não pretendo trocar minha forma longa por umas duas centenas de caracteres.

Eu também acho que blogs são uma forma mais íntima de dar notícias do que um tuíte ou um post no Facebook. Não existe botão de compartilhar ou gostar; caso a pessoa queira dizer que leu a publicação, ela precisa literalmente dizer isso e comentar na seção apropriada.

Qual é a função do Teratomaquia?

Um blog. Mais do que isso – um blog de autor. Publicações chatas sobre minha vida e produção, com uma resenha ocasional de obras lidas e talvez ainda um artigo de opinião. É uma caixa de chocolates!

Na verdade nem eu sei o que isto aqui vai virar. Com o tempo veremos.

Boas-vindas a quem fica.

Mostrar comentários